• Nanotecnologia – Ciência que cria e transforma através de moléculas

    Por Gustavo Mendanha

    gustavo.mendanha@hotmail.com

    O Morph foi desenvolvido através da nanotecnologia. Dentre seus atributos, destacam-se: flexibilidade, absorção de energia solar e superfície autolimpante.

    O Morph foi desenvolvido através da nanotecnologia. Dentre seus atributos, destacam-se: flexibilidade, absorção de energia solar e superfície autolimpante.

    Não é de hoje que os japoneses levam a fama de transformarem grandes aparelhos eletrônicos em belas miniaturas, com design arrojado, e o melhor de tudo: ainda mais potentes. Décadas atrás, quem imaginou que um dia teria um aparelho de TV de plasma na estante da sala? Ou então, que poderia se conectar a uma rede de computadores sem fios e interagir com o mundo inteiro em poucos minutos? Será que hoje é possível imaginar uma pessoa andando pelas ruas sem documentos no bolso, trazendo suas informações pessoais em um chip subcutâneo? Sim, isso já é possível. Bem-vindo ao gigante universo da Nanotecnologia.

    Originada no Japão, essa ciência busca montar, transformar e até mesmo criar novas estruturas através da manipulação de átomos – considerados as partículas fundamentais da natureza. Nos dias de hoje, a nanotecnologia é empregada na produção de produtos como biomateriais, chips e semicondutores. O objetivo é projetar todo e qualquer tipo de máquina que a mente humana pode imaginar, atribuindo a essas invenções grandes habilidades, o que passa a ideia de que tudo é possível.

    Proposta científica

    A nanotecnologia também é usada em áreas como Medicina, Física, Química, Engenharia de Materiais e da Computação, bem como na Biologia e na Eletrônica. Especialistas dizem que o uso da nanotecnologia nessas ciências vem com a proposta de melhorar a qualidade de vida das pessoas, tanto no que diz respeito ao conforto, proporcionado pelos avanços da tecnologia, como na saúde de pacientes de clínicas e hospitais do mundo todo.

    Para se ter uma ideia do tamanho de um nanômetro – a unidade de medida da nanotecnologia –, basta apenas imaginar uma orla marítima de mil quilômetros de extensão. Neste caso, um nanômetro corresponderia um grão de areia de um milímetro. Ou seja, é o mesmo que dividir um metro em um bilhão de pedaços. Cada pedaço corresponde a um nanômetro. A título de comparação, um átomo mede aproximadamente dois décimos de um nanômetro. Já o diâmetro do fio de cabelo de uma pessoa mede cerca de 30 mil nanômetros.

    Dentre os produtos e serviços, obtidos através da nanotecnologia, já catalogados pela comunidade científica mundial, aparecem tecidos resistentes a manchas e que não amassam; raquetes e bolas de tênis; filtros de proteção solar; tratamento tópico de herpes e fungos; pó antibactéria; produtos cosméticos; sistemas de filtragem do ar e da água; e produtos da medicina, como válvulas cardíacas, marca-passos e implantes ortopédicos.

    Celular conceito

    No ano passado, a finlandesa Nokia, em parceria com a Universidade de Cambridge – na Inglaterra – desenvolveu um dos projetos mais ousados no campo da telefonia móvel: o celular Morph, que foi projetado com o auxílio da nanotecnologia. Este aparelho celular assume o formato de uma pulseira, sendo acoplado no braço do usuário. Além de apresentar alta flexibilidade, o Morph  absorve a energia solar, que carrega a bateria do aparelho em menor tempo e resultando em alta durabilidade.

    Além dessas vantagens, este curioso aparelho celular apresenta recursos futuristas que, mais tarde, poderão ser usados por outros celulares, como mudança de formato – forma de carta, pulseira, ou dobrado –; material transparente; propriedade autorrecarregável e superfície autolimpante. De acordo com seus desenvolvedores, o Morph é um aparelho celular conceito que promete revolucionar a produção de telefones móveis no mundo todo. “O centro de pesquisas da Nokia está buscando maneiras de reinventar as funções dos dispositivos móveis. O conceito do Morph mostra o que é possível fazer daqui em diante”, declara Bob Iannucci, diretor setorial.

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