• O Internetês

    por Valéria de Azevedo Marques.

    O Internetês
    Em pleno século XXI, os educadores passam por uma nova linguagem que está surgindo nas salas de aula: “o internetês”.
    A revista Língua Portuguesa, da editora Educacional, trouxe em seu exemplar de julho de 2009 uma reportagem levantando a seguinte questão: “Como lidar com o internetês em sala de aula”.
    Há uma preocupação de alguns educadores, principalmente os de Lingua Portuguesa, sobre esta maneira de escrever das crianças e dos jovens de hoje, pois se pensa na gramática normativa e na sua estrutura.

    O “internetês” nada mais é do que a forma de se escrever em e-mails, MSN, skype e vários outros programas da internet. A questão é a forma “resumida, simplificada” de se escrever.
    Alguns educadores são contra essa linguagem em sala de aula, pois acreditam que esta forma de escrever prejudica o aprendizado da nossa língua portuguesa, da estrutura gramatical pelas crianças e pelos adolescentes.
    A revista Língua Portuguesa trouxe ainda a seguinte enquete: “As licenças de linguagem na internet empobrecem a língua Portuguesa?” E o resultado foi que 72% dos entrevistados disseram sim, contra 28% não.
    (Fonte Programa Observatório da Imprensa)
    O “internetês” é uma espécie de um código. Em uma frase normal respeitando sua estrutura e grafia, se escreveria:
    - Você também digita português assim?
    Já essa mesma frase seria escrita, dentro da linguagem da internet, dessa forma:
    vc tb tc português assim?
    Esta linguagem está em nosso meio, no cotidiano das crianças e adolescentes e na roda de discussão de muitos professores, pesquisadores, pais e especialistas em tecnologia.
    Resta agora aos interessados conhecer mais sobre este assunto e se posicionarem contra ou a favor desta linguagem e verificar se o “internetês” trará benefícios ou malefícios aos estudantes em suas vidas escolares e sociais.

    Texto: Valéria de Azevedo Marques em agosto de 2009.

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